Além de desempenhar um reconhecido trabalho na área social, a Mansão do Caminho também impacta positivamente o meio ambiente em Salvador. A sede da Instituição, com sua extensa área de 78 mil metros quadrados, é um verdadeiro oásis, que abriga meliponário, orquidário, árvores centenárias, lagoa preservada e centenas de espécies de plantas e flores. O local fica ainda mais exuberante durante a primavera, estação que começa oficialmente nesta terça-feira, 22 de setembro.
A manutenção dos espaços proporciona ganhos ambientais para a cidade e, em especial, para o bairro de Pau da Lima, que possui baixa arborização e elevado índice de poluição veicular. O meliponário (espaço destinado à criação de abelhas sem ferrão) também contribui para a polinização e a preservação da espécie uruçu-nordestina, que, apesar de não constar mais na lista das que correm risco de extinção, continua sob forte ameaça.
O orquidário é um cantinho especial que, além de abrigar espécies raras de orquídeas, guarda um significado especial para os amigos de Divaldo Franco. O médium – fundador da obra social – era um grande admirador dessas flores, e os exemplares que hoje integram o orquidário fazem parte de seu acervo pessoal. Entre eles, estão orquídeas recebidas de brasileiros e estrangeiros ao longo dos anos, como presentes que carregam histórias e lembranças de sua trajetória.
Chegada da estação
Para celebrar a chegada da nova estação, os estudantes da Mansão do Caminho participarão do tradicional Desfile da Primavera. O percurso é realizado dentro da sede da Instituição, em Pau da Lima, e reunirá alunos desde a creche até o terceiro ano do Ensino Médio. A trilha sonora da ação ficará por conta dos meninos e meninas que participam das aulas de percussão do projeto Um Salto para o Futuro, que oferece 19 oficinas culturais no contraturno escolar.
A proposta atende a 400 estudantes, de idades entre 7 e 15 anos, com aulas de teatro, artesanato, dança e violão, entre outras. A iniciativa é viabilizada pelo Fundo de Defesa dos Direitos Fundamentais do Ministério Público da Bahia e pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio das empresas Larco, Terwal e Alltech.