Trajetória de Divaldo

Naqueles recuados dias do ano de 1926, um médico, em seu consultório na cidade de Feira de Santana, na Bahia, declarara a Dona Anna, na ocasião de sua última gravidez – cuja criança viria a ser o médium Divaldo Franco –, a seguinte frase: “Dona Anna Franco, a senhora ficou grávida aos 44 anos. Não é ‘barriga d’água’, como está pensando. Se a senhora não fizer o aborto, seu filho vai nascer… anormal!”. Dona Anna, contudo, não aceita o diagnóstico e prossegue com a gravidez daquela criança, que seria o “derradeiro” de 12 irmãos. Meses depois, ela constata que, diferentemente da determinação precipitada do médico, o menino era normal. E, mais tarde, surpreenderia a todos por ser… paranormal!

Divaldo Pereira Franco nasceu no dia 5 de maio de 1927, em Feira de Santana, na Bahia. É o caçula do casal Francisco Pereira Franco e Anna Alves Franco, que gerou outros 12 filhos, dos quais cinco faleceram antes mesmo de Divaldo nascer. Aliás, a infância do maior divulgador da Doutrina Espírita na atualidade, considerado embaixador do Espiritismo no mundo todo, não foi das mais fáceis, era dentro de seu próprio lar que o pequeno Divaldo enfrentava as maiores dificuldades, em razão de sua forte mediunidade. Tanto seus irmãos mais velhos, que o chamavam apenas “Di”, quanto seu pai, o recriminavam pelas visões e até lhe aplicavam surras, considerando que se tratava de algo demoníaco.

Em 1931, aos 4 anos de idade, vê aproximar-se dele uma senhora que lhe pede para dar um recado “Diga a Anna que sou Maria Senhorinha”. O menino não estranhou nada. Era um pedido normal. Ali estava uma senhora como as outras, que lhe pedia para transmitir um recado à mãe dele, Anna, e ele fez o que aquela lhe pedia. Entretanto, ao formular o recado, D. Anna tenta dissuadir o menino, dizendo-lhe que Maria Senhorinha não poderia estar ali mandando recados, porquanto ela fora sua avó, que ela, Anna, não conhecera, porque morrera precisamente do parto dela, há muito tempo, e, no seu entender, os mortos não falam com os vivos.

D. Anna ficou impressionada com a convicção do menino a respeito da sua visão, mesmo porque tais fenômenos começavam a ocorrer frequentemente com ele. Por via das dúvidas, tomou uma decisão. Pegou o menino e foi à casa da irmã mais velha, Edwiges, que a tinha criado na ausência da mãe e vivia, nesse tempo, presa ao leito por uma paralisia. Na presença da tia, o menino foi instruído a reproduzir a história, e o fez da melhor maneira possível, nos precários limites do seu vocabulário infantil: “Era uma mulher magrinha, de olhos verdes e usava um vestido branco, de babados plissados, mangas compridas e gola muito alta. Tinha os cabelos penteados para trás, presos em coque, como se usava antigamente”.

Tia Edwiges nem precisou falar muito, pois as lágrimas escorriam-lhe pela face. Bastou uma frase curta e emocionante: “Anna, é mamãe! É mamãe, Anna!”.

Os primeiros contatos do menino Divaldo com a dimensão espiritual foram dramáticos. Afinal, mesmo um adulto se assustaria ao descobrir que algumas pessoas que vê já desencarnaram, sem contar a discriminação que sofria em razão das visões. E as visões, terrivelmente perturbadoras provocadas por maus Espíritos, tiravam-lhe o sono. Para piorar a situação, um Espírito obsessor começou a persegui-lo quando ainda tinha cerca de 7 anos de idade. Tratava-se da alma de um religioso que buscava vingança por desentendimentos em uma encarnação passada, mais precisamente no século XVII, quando ambos eram religiosos franceses e Divaldo provocou a interrupção da encarnação de seu perseguidor. Mesmo depois de pedir perdão e mostrar-se arrependido ao saber o motivo do Máscara-de-Ferro, como ele chamava seu “inimigo” que aparecia com o rosto coberto por uma espécie de máscara em chamas, levaria muitos anos até que a animosidade se encerrasse. Tudo acabou graças ao bom coração de Divaldo, já adulto, que acolheu uma criança abandonada em uma lata de lixo, a qual era a reencarnação da mãe da Entidade que o assombrava. Mas por muitos anos o Máscara-de-Ferro fez de tudo para atrapalhar a vida de Divaldo, sem obter sucesso.

Outros acontecimentos traumáticos ainda abalariam a infância e adolescência de Divaldo. Um deles foi o suicídio de sua irmã Nair, em 1939, após descobrir que era traída pelo marido. Ela e Divaldo se davam muito bem, e o acontecimento o entristeceu. Mais ainda porque, não muito tempo depois, começou a ver o Espírito da irmã, que sofria bastante pela atitude impensada e sempre aparecia implorando ajuda. Depois de muitos anos, Nair reencarnou como filha de uma mulher bem pobre que recorreu à Mansão do Caminho por não ter como alimentá-la. Nessa nova passagem, com uma saúde frágil, foi acolhida pelo irmão, que cuidou dela até os 9 anos, quando desencarnou mais uma vez.

Cinco anos depois, nova tragédia abalou a família do médium. Desta vez, José, um dos irmãos de Divaldo, muito querido por ele, foi quem teve uma morte traumática, vítima de um aneurisma. No velório de José, Divaldo sentiu que suas pernas haviam “sumido” e acabou sofrendo com uma paralisia que o deixaria de cama por cerca de seis meses. A “cura” (não era nenhuma doença) acabou sendo decisiva para o futuro de Divaldo e do próprio Espiritismo brasileiro.

Depois de recorrer a alguns médicos que não conseguiram diagnosticar a natureza do problema, desesperada, a família aceitou que a médium Ana Ribeiro Borges, conhecida também por Dona Nanã, à época bastante famosa e de passagem pela cidade, fosse ver o jovem, por sugestão de Clarice, uma prima de Divaldo. Dona Nanã não demorou a identificar o Espírito José, que, perturbado pela morte repentina, prendia-se ao irmão. Então, com orações e toda sua experiência, a médium conseguiu que Divaldo se levantasse e voltasse a caminhar. Mais do que isso, identificou a forte mediunidade do jovem e acabou sendo a responsável por apresentá­-lo à Doutrina Espírita.

Levado pela mãe, a conselho de Dona Nanã e de um primo chamado Theobaldo, que também era médium, Divaldo pisou pela primeira vez em uma instituição kardequiana, o Centro Espírita Jesus de Nazaré, que se mantém em atividade até os dias atuais. Por influência da Dona Nanã, que estreitou laços de amizade com a família de Divaldo, o jovem médium mudou-se para Salvador em 1945. Começava assim uma nova etapa de sua vida que, de certo modo, ainda está em andamento.

Espiritismo e mediunidade

Allan Kardec define a mediunidade como “a faculdade dos médiuns” e, a partir das potencialidades do médium, é “a capacidade de sentir, num grau qualquer, a influência dos Espíritos”. Ele acrescenta que o termo se aplica usualmente àqueles em quem a faculdade se traduza por efeitos patentes de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva.

“O fenômeno mediúnico só se torna uma realidade objetiva quando existe, entre outras condições, um indivíduo dotado de uma constituição física sensível, apta a captar as impressões extrafísicas e transmiti-las ao plano físico. Se não houvesse a necessidade de uma organização específica para a produção do fenômeno mediúnico, todos seriam capazes de produzir qualquer fenômeno.”

Na trajetória do médium Divaldo Franco são observadas quatro grandes missões:

1 – A missão mediúnica

2 – A missão da oratória espírita

3 – A missão educacional

4 – A missão institucional espírita

Podem ser identificadas profundas conexões entre os quatro pilares da missão de Allan Kardec com os da de Divaldo Franco: 1) o desdobramento da Codificação Espírita, tendo como ponto central O Livro dos Espíritos, publicado em 1857; 2) fundação da Revista Espírita em 1º de janeiro de 1858; 3) fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas em 1º de abril de 1858 e 4) as viagens de propaganda espírita. E os quatro pilares da missão do médium Divaldo Franco: 1) desdobramento do livro espírita a partir da publicação de Messe de amor, em 1964, de autoria do Espírito Joanna de Ângelis; 2) fundação da Revista Presença Espírita, em 20 de fevereiro de 1974; 3) fundação do Centro Espírita Caminho da Redenção, em 7 de setembro de 1947, e 4) as viagens de divulgação doutrinária, que se iniciaram no exterior a partir de 1962, quando proferiu sua primeira palestra em Buenos Aires, há 60 anos.

Orador nato, com mais de 20 mil palestras e conferências em mais de 2,5 mil cidades em todo o Brasil e em 71 países de todos os continentes, recebeu mais de 800 homenagens de instituições culturais, sociais, religiosas, políticas e governamentais.

“Foi em 1949 que pela primeira vez senti imperiosa vontade de escrever, acompanhada de estranha sensação no braço, bem como ansiedade de difícil descrição”, conta o próprio Divaldo Franco em depoimento constante do livro Primícias do Reino. Naquele inesquecível momento, ele psicografaria a sua primeira mensagem, de autoria do Espírito Marco Prisco, intitulada “Na subtração e na soma”.

No acervo da mediunidade psicográfica do médium Divaldo Franco podem ser identificados vários temas, como os sociológicos, psiquiátricos, psicológicos, filosóficos, históricos, místicos, religiosos, literários, oracionais, infantojuvenis, ético-morais, bem como pluralidade de tipologias e gêneros textuais, a exemplo, respectivamente, da narração, descrição, dissertação, contos, crônicas, poesias, depoimentos, preces, artigos científicos, cartas, mensagens, textos ensaísticos, jornalísticos etc. Desses, destacam-se os seguintes:

1 – Sociológico em tipologia dissertativa

2 – Psiquiátrico em tipologia explicativa e descritiva

3 – Psicológico em tipologia dissertativa

4 – Místico em gênero lírico

5 – Filosófico em tipologia dissertativa

6 – Infantil em tipologia narrativa

7 – Histórico em tipologia descritiva

8 – Moral no gênero contístico

9 – Imortalidade no gênero depoimento

10 – Religioso na tipologia narrativa

11 – Prece em gênero poético

Entre os Espíritos comunicantes, destacam-se em quantidade de publicação mediúnica: o Espírito Amélia Rodrigues, narradora poética e sublime de grandes momentos do Cristianismo Primitivo; o Espírito Victor Hugo, notável escritor universal e detentor de um estilo literário de rara dramaticidade e encantamento; o Espírito Vianna de Carvalho, um dos maiores tribunos do Espiritismo em seu tempo; o Espírito Manoel Philomeno de Miranda, Entidade dedicada aos estudos dos fenômenos de obsessão, desobsessão e trabalhos mediúnicos; o Espírito Marco Prisco, pseudônimo de uma Entidade que viveu no tempo de Jesus e O conheceu na Palestina; e Rabindranath Tagore, poeta lírico indiano e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1913, que lhe ditou poemas de singular estesia e beleza.

Para o cumprimento dessa extraordinária missão, o perfil da personalidade do médium Divaldo Franco oferece os recursos e as ferramentas emocionais e psicológicas indispensáveis:

  • Disciplina férrea e inquebrantável;
  • Fidelidade profunda a Jesus e a Allan Kardec;
  • Capacidade de conviver com os caracteres mais diversificados, no exercício da tolerância e da compreensão;
  • Segura convicção de estar permanentemente sob a proteção de Deus, de Jesus e dos mensageiros espirituais;
  • Intenso amor pela Humanidade, sobretudo pelos carentes de pão e de educação, pelos que anseiam pela paz, pelos filhos do Calvário.

Aos 98 anos de idade e 78 anos de oratória espírita, Divaldo atingiu surpreendente e exemplar performance, com mais de 20 mil conferências e seminários em 71 países – em muitos deles, por várias vezes –, dos cinco continentes. Denominado Semeador de Estrelas e, segundo Chico Xavier, tendo uma estrela na boca, suas conferências atraíram numeroso público, que ainda hoje se emociona com os comentários, narrativas e ensinamentos transmitidos, os quais promovem o autoconhecimento e anunciam o alvorecer de uma Nova Era.

Divaldo Franco retornou à Pátria espiritual em 13 de maio de 2025, aos 98 anos de idade, deixando por onde passou pegadas luminosas que identificam a mediunidade iluminativa e indicadores de perseverança, disciplina e dedicação à Causa do Bem em nome de Deus e de Jesus.

Uma vida missionária que ecoa pelo mundo

Com quase um século de existência – retornando à Pátria espiritual aos 98 anos –, Divaldo Franco deixou um legado que transcende fronteiras, línguas e gerações. Nascido em Feira de Santana, na Bahia, o médium e orador tornou-se, por mérito de sua dedicação ininterrupta, um dos mais notáveis difusores da Doutrina Espírita no mundo. Sua trajetória é marcada por números que impressionam e inspiram: mais de 20 mil palestras, visitas a mais de 70 países, quase 300 obras publicadas traduzidas em 17 idiomas e cerca de 10 milhões de cópias de livros vendidos, cada exemplar sendo veículo de consolo, fé e transformação.

Mais do que palavras, Divaldo construiu uma obra concreta de amor: a Mansão do Caminho, fundada em Salvador em 1952, que nasceu como lar para crianças órfãs e evoluiu para um complexo social e educacional de 78 mil m², com 44 edificações e atendimento diário a cerca de 5 mil famílias em vulnerabilidade social. A Mansão do Caminho é símbolo do ideal que guiou a vida de Divaldo – servir, amparar e educar –, transformando o bairro de Pau da Lima e suas adjacências e gerando oportunidades para milhares de pessoas.

Sua atuação missionária foi reconhecida de maneira singular e múltipla, pois, ao longo de décadas, recebeu centenas de homenagens que variam entre placas comemorativas, medalhas de mérito, troféus simbólicos, títulos de cidadania e honrarias legislativas e acadêmicas. Em todo o mundo, instituições espiritistas, universidades, parlamentos, associações humanitárias e culturais renderam-lhe tributos pela dedicação ao Espiritismo e à paz. Essas homenagens, que se somam a várias centenas, expressam não apenas gratidão, mas o reconhecimento coletivo a um homem que fez de sua vida uma ponte entre o Mundo espiritual e a Humanidade.

Divaldo falou em universidades como Sorbonne, na França, e Duke University, nos Estados Unidos; participou de eventos na ONU em Nova Iorque e Viena, e dialogou com pessoas de todas as crenças e condições. Seu trabalho rompeu barreiras geográficas e culturais, tornando-o um embaixador do Espiritismo e da paz, com impacto espiritual e social incomensurável. Assim, as distinções recebidas não apenas celebram sua oratória e mediunidade missionária, mas reconhecem sua influência como educador, humanista e embaixador da paz.

Entre os títulos mais expressivos, destacam-se as concessões de Doutor Honoris Causa, outorgadas por universidades de renome, entre elas:

Em 1991, o Título de Doutor Honoris Causa em Humanidades pelo Colégio Internacional de Ciências Espirituais e Psíquicas, em Montreal, Canadá.

Título de 205º Embaixador da Paz no Mundo, em Genebra, na Suíça, no dia 30 de dezembro de 2005, da Ambassade Universalle Pour la Paix.

Em 2002, o Título de Doutor Honoris Causa em Humanidades pela Universidade Federal da Bahia.

Título de Doutor em Parapsicologia pela Universidade Wesleyana de Illinois, nos Estados Unidos da América.

Em 2013, Medalha Comenda da Paz Chico Xavier.

Em 2016, Professor Honoris Causa em Humanidades pela Universidade Santa Cecília.

Em 2018, o Título de Doutor Honoris Causa em Humanidades pela Universidade Federal do Piauí.

Em 2019, Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Pernambuco.

Universidade de Coimbra, Portugal, que o homenageou não apenas com a medalha pelos 700 anos de história da instituição, mas também com distinções que reforçam sua importância cultural e espiritual para além do Brasil.

Outras instituições de ensino superior, no Brasil e no exterior, renderam-lhe honras similares, exaltando sua dedicação ao estudo, prática e difusão do Espiritismo como filosofia e ciência da alma.

Além dos títulos acadêmicos, Divaldo acumulou condecorações estatais e institucionais de elevado prestígio, como:

A Insígnia da Ordem de Rio Branco, no grau de Comendador, pelo relevante serviço prestado ao Brasil como divulgador cultural e espiritual.

A Comenda do Mérito Judiciário do Trabalho da Bahia, em grau de Comendador, concedida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região.

Medalhas honoríficas de câmaras municipais e assembleias legislativas em diversos estados brasileiros e países, além de reconhecimentos de instituições como o Ministério Público, a Polícia Militar e organizações internacionais.

Prêmios emblemáticos, como a Medalha Zilda Arns, pelos serviços prestados à infância e à juventude, e a Medalha Chico Xavier, conferida pela Federação Espírita de São Paulo.

Título de embaixador:

Embaixador Universal da Paz, pela Universal Peace Embassy & Cercle Universel des Ambassandeurs de la Paix (Embaixada da Paz Universal e Círculo Universal dos Embaixadores da Paz), Genebra, Suíça.

Embaixador da Bondade no Mundo pela Gesar Foundation (Fundação Gesar), Reino Unido.

Prêmios literários:

Em 2017, Divaldo Franco recebeu o Prêmio de Mérito Literário da Academia Cabense de Letras, na cidade de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, em reconhecimento à sua obra literária diversificada e extraordinária. Posteriormente, recebeu distinções literárias semelhantes da Academia Matogrossense de Letras, em 2018, e da Academia Santista de Letras, em 2020, totalizando um reconhecimento sem precedentes por parte de três academias regionais a um escritor que reivindica uma coautoria transcendental.

É também um reconhecimento dos aspectos extraordinários da sua obra literária: diversidade de estilos literários, erudição, extraordinária correção gramatical e vocabulário. Muito notável é que um total de oito Espíritos acadêmicos de Letras ditaram livros/mensagens ao médium Divaldo.

Os Espíritos acadêmicos de letras do exterior foram:

Selma Lagerlöf – além de Nobel de Literatura, foi da Academia de Letras da Suécia. O Espírito Selma ditou dois opúsculos ao médium Divaldo.

Victor Hugo – premiado pela Academia Francesa de Letras em 1817, com 15 anos; eleito para essa academia em 1841; ditou oito formidáveis romances ao médium Divaldo!

No Brasil, os nomes dos Espíritos comunicantes que foram acadêmicos de Letras e membros da Academia Brasileira de Letras (ABL) são:

Joaquim Nabuco (1849-1910) – político e filósofo que foi um dos fundadores da ABL em 1897.

Humberto de Campos (1886-1934) – jornalista, político e escritor maranhense, que viveu no Rio de Janeiro e foi membro da ABL, ingressando em 1919.

Outros Espíritos, que não pertenceram à ABL, mas que foram acadêmicos de Letras regionais no Brasil:

Leopoldo Machado (1891-1957) – escritor e educador baiano que viveu em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Trabalhador espírita, foi membro n.º 1 da Arcádia Iguaçuana de Letras, mais tarde denominada Academia de Letras da Cidade de Nova Iguaçu.

Deolindo Amorim (1908-1984) – jornalista, escritor e sociólogo baiano que viveu no Rio de Janeiro. Trabalhador espírita, foi fundador e presidente do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, no Rio de Janeiro, e membro da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro.

Epifhânio Leite de Albuquerque (1891-1942) – trabalhador espírita que foi membro da Academia Cearense de Letras.

Luís Osvaldo Ferreira de Melo (1893-1970) – jornalista e escritor nascido no estado de Santa Catarina, trabalhador espírita que foi membro-fundador da Academia Catarinense de Letras.

Sua participação em fóruns globais também é notável. Representou o Espiritismo em eventos na ONU, em Nova Iorque e Viena, e foi agraciado com distinções por instituições espiritistas e humanitárias na Europa, Américas, África e Ásia, consolidando-se como embaixador mundial do Espiritismo e da paz.

Ao todo, são mais de mil honrarias materiais – placas, medalhas, troféus, certificados e títulos –, de instituições públicas, civis e religiosas, recebidas ao longo de mais de 70 anos de atividade missionária, todas refletindo a gratidão de nações, comunidades e instituições ao homem que fez de sua vida uma ponte entre o mundo espiritual e o humano. Recebeu cidadania honorária das cidades de Lobito (Angola), Guatemala (Guatemala), Trinidad del Parana e Ciudade del Este (Paraguai), e das cidades de Lobito (Distrito de Faro), Loulé, Lagos, Leiria e Viseu de Portugal. 

Guatemala, Guatemala, 1968.

Lobito, Angola, 1971.

Loulé, Portugal, 1992.

Lagos, Portugal, 1996.

Leiria, Portugal, 1996.

Viseu, Portugal, 1996.

Loulé, Portugal, 1997, 1998 e 1999.

Açores, Portugal, 1999.

Trinidad del Parana, Paraguai, 2008.

Ciudad del Este, Paraguai, 2008.

Ao se despedir do plano físico, Divaldo Franco deixa “pegadas luminosas”, marcas de uma vida de disciplina, perseverança e devoção à causa do bem. Seu exemplo continua a inspirar corações, seja nos livros que permanecem vivos, nas palestras que ecoam em vídeos e memórias, ou na obra social que continua a acolher e educar em Salvador. Em cada gesto, palavra e realização, ele confirma que a verdadeira grandeza não está na glória recebida, mas na luz que se distribui pelo caminho.

Países visitados por Divaldo Franco para divulgação da Doutrina Espírita

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