• 22 de maio de 2020

“Mais amor”, artigo psicografado por Divaldo Franco e publicado na Revista Presença Espírita em abril de 1974.

Pelo Espírito Joanna de Ângelis

 

Malgrado a nuvem da incompreensão, cuja sombra permite lamentáveis atritos e rudes embates que esfacelam as elevadas programações traçadas para o êxito da tua tarefa, reserva-te MAIS AMOR.

Não obstante os raios despendidos pela malquerença agora sistemática, que produzem dor, certeiramente dirigidos, doa MAIS AMOR.

Enquanto a maledicência grassa arrebanhando mentes frívolas e companheiros invigilantes, que se comprazem na disseminação das ideias espúrias, faculta-te MAIS AMOR.

Embora a suspeita semeie surdas acrimônias e acusações que sabes serem indébitas, no labor em que profligas o mal, concede-te MAIS AMOR.

Apesar da ausência dos mínimos requisitos de consideração ao teu serviço edificante, por parte deles – aqueles que se permitem somente a censura ou a lisonja mentirosa, a acusação ou o azedume contumaz –, continua com MAIS AMOR.

 

Muitas vezes, parece impossível sequer suportar quantos nos ferem e magoam injustamente – dentro, porém, da programática de recuperação que nos impomos experimentar pelos erros passados –, quanto mais conceder-lhes o amor. Todavia, animosidade como afeição resultam de atitudes mentais e emocionais que podemos condicionar com o livre querer.

Se consideras que o opositor se encontra enfermo, ser‑te-á mais fácil amá-lo.

Se tiveres em mente que ele está mal informado, tornar‑se-á melhor para ti desculpá-lo.

Se pensares que ele não conseguiu alcançar o que em ti combate e não possui forças para compartir o teu êxito ou a tua oportunidade feliz, far-se-á lógico entendê-lo e amá-lo.

Revidando, porém, acusação por acusação, suspeita por suspeita, ira com ira, mui difícil a reconciliação e a paz – paz e reconciliação que amanhã ou depois serás constrangido a realizar.

Toda obra em começo na retaguarda, que ficou ao abandono, ou qualquer aquisição negativa permanecem aguardando o responsável.

O milagre da vida chama-se amor.

Quando crescemos em espírito, lamentamos tardiamente a mesquinhez em que teimávamos permanecer.

A visão da montanha, na direção da paisagem, apaga as sombras temerosas das furnas e colore o charco transposto na baixada, quando o sol da alegria distende claridade festiva ampliando os horizontes.

 

Não te apoquentes, portanto, ante o triunfo enganoso do engodo ou a vitória da irresponsabilidade.

Catalogado pelo Estatuto Divino com a função de crescer, tens a destinação de mais amor.

Assim, em qualquer circunstância de tempo ou lugar, em claro céu ou sombrio firmamento, na saúde ou na doença, na realização ou na queda, no poder ou na dependência, entre amigos ou adversários, para a tua plenitude e perfeita paz, ama muito mais e distende sempre mais amor, porque só o amor tem a substância essencial para traduzir a realidade do Pai em nossas vidas.

 

 

 

Mensagem ditada pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografada pelo médium Divaldo Franco – publicada pela primeira vez na Revista Presença Espírita do mês de abril de 1974, na seção Mensagem do mês. A Revista Presença Espírita mantém esta seção até hoje, adaptada à sua periodicidade, por isso atualmente é intitulada Mensagem do Bimestre, sempre com autoria espiritual e geralmente inédita.

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