• 17 de março de 2020

XXII Conferência Estadual Espírita, Expotrade Pinhais – Paraná – 14-03-2020

Após a apresentação de vários temas devido à responsabilidade de alguns expositores, Divaldo Franco, encerrando as atividades do dia, discorreu sobre “O homem perante a consciência cristã”.

Antes da exposição de Divaldo Franco, Juan Danilo Rodríguez, trabalhador da Mansão do Caminho, apresentou bela página musical interpretando o poema “Gostaria de ser”.

“Tenhas o conhecimento teórico de várias ciências, sejas possuidor de um grande conhecimento, quando, no entanto, se estiveres diante de uma alma, lembra-te, estás diante de uma alma” – esta é célebre uma frase de Carl Gustav Jung e, assim, Divaldo Franco começou a sua exposição. Trata-se de uma reflexão profunda ante a necessidade de as criaturas humanas ouvirem, sentirem e compreenderem o outro, merecedor de alta consideração. Cada indivíduo vive conforme a sua própria consciência.

A consciência é um atributo do Espírito, do ser imortal. Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, escreveu em três dias e três noites, freneticamente, o livro Resposta a Jó, personagem mitológica da Bíblia, onde apresenta uma definição a respeito da consciência, destacando que o verdadeiro momento de consciência é quando o Ego toma conhecimento do SELF, do EU profundo. A busca pelo autoconhecimento levará o homem a construir-se mais equilibrado, responsável, amoroso. A família é o laboratório ideal. Voltar à família, construindo o genuíno lar, é tarefa que todos devem realizar.

Apresentando dois pesquisadores, George Ivanovich Gurdjieff e o seu discípulo Peter Ouspensky, Divaldo Franco discorreu sobre os quatros níveis de consciência do ser humano, segundo Peter Ouspensky. Ele classificou a sociedade em dois biótipos. Denominou de fisiológico aquelas criaturas que se relacionam através das sensações. Ao outro biótipo chamou de psicológico. Em seus estudos, Peter Ouspensky classificou o ser humano em quatro níveis de consciência: 1) Consciência de sono sem sonhos; 2) Sono com sonhos, ou consciência desperta; 3) Consciência de si mesmo; 4) Consciência objetiva, que Allan Kardec chamou de consciência cósmica. Educação moral, familiar, cultural, emocional e social impõem-se como fundamentais. Essa deve ser a consciência dos espíritas, sob as dúlcidas vibrações de Jesus.

Fácil, portanto, de se depreender que a educação do Espírito, por meio do desenvolvimento de hábitos saudáveis e nobres, seria o caminho para se atingir patamares mais elevados de consciência. O amor de Deus pode refazer o Universo, assim, todos os indivíduos deveriam ser tornar seres de consciência emocional superior. Finalizando o excelente trabalho, Divaldo Franco foi amplamente aplaudido após declamar o Poema “Meu Deus e Meu Senhor”, de Amélia Rodrigues.

Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno
Edição: Mansão do Caminho

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